quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Clip oficial Oqueelatinha

Confira o primeiro clip oficial de poesia falada que produzimos.
Texto e interpretação: Emerson Alcalde
Filmagem e edição: Binho Santana
Audio: Paulo Barcellos

Foi…2011: Literatura Marginal por Jéssica Balbino

O ano da consolidação da cena contemporânea no país

»4/01/2012 15:49 - por: jessicabalbino

Foi…2011: Literatura Marginal

O ano da consolidação da cena contemporânea no país


Efervescência. Gosto dessa palavra e acredito que ela serve para resumir a atual cena literária no país. Os escritores contemporâneos somos nós, que, oriundos das periferias, criamos espaços próprios, diálogos próprios e improváveis e estamos escrevendo, de próprio punho, a nossa história.
Foi em 2011 que este cenário completou sua primeira década de solidez no Brasil, com o aniversário de 10 anos do Sarau da Cooperifa, comemorado com a 4ª Mostra Cultural, em mais de duas semanas de atividades por toda periferia paulistana. Além disso, realizou várias atividades já no calendário do sarau, como o Ajoelhaço, o Poesia no Ar e a Chuva de Livros, bem como as tradicionais sessões de cinema na laje.
Foi também o ano em que Alessandro Buzo entrou em seu 11º ano de carreira e lançou – pasmem – cinco livros, por editoras, de maneira independente e mais, solidificou o espaço da periferia no centro de São Paulo, com a última ação do ano, o Festival Suburbano Convicto, que realizou sete lançamentos numa única noite e apresentou ao mundo velhos e novos escritores, numa antologia “Poetas do Sarau Suburbano Convicto – Ritmo e Poesia” e mais, abriu espaço, democraticamente, a escritores como Emerson Alcalde, que começou no teatro e somente em 2011 lançou duas obras “(A) Massa” e “O Boneco do Marcinho”.
Aconteceu nesta noite também o anúncio: o Sarau Suburbano Convicto passa a ser semanal. Toda terça-feira. E fica a pergunta: existe público para isso?
Talvez faltem saraus para tanta vontade de frequentá-los. Somente na capital paulista há pelo menos 40 saraus acontecendo em periferias. Todos eles com seus públicos crescentes, descobertas de novos autores, publicações de antologias, como a novidade do Coletivo Perifatividade, que publicou autores conhecidos e desconhecidos numa antologia, com o subtítulo: sarau – música – opinião – leitura.
E é assim mesmo, em verdadeiros quilombos que o público se forma, produz, analisa, debate, se conscientiza e parte, com a caneta, o caderno e os livros nas mãos. A guerra já foi declarada e parafraseando Alessandro Buzo “pensavam que não sabíamos ler e estamos escrevendo livros”.  Somente na Cooperifa, mais de 30 livros foram lançados em 2011. No Sarau Suburbano Convicto,  pelo menos um a cada mês.  Sem falar dos lançamentos não registrados em todos os outros saraus que acontecem Brasil afora.
A invasão da literatura marginal em festivais literários também foi latente. Tivemos representantes na Flip em Paraty e no Flipoços em Poços de Caldas. Um deles, com o lançamento de dois livros. Sacolinha, veterano da literatura, arriscando-se para novos públicos com o “Peripécias da minha infância” e levando ao mundo o “Estação Terminal”.
Festivais feitos do povo para o povo também aconteceram, como o 1º Festival de Literatura Marginal da Praia Grande, no Sarau das Ostras. Que deixou a grande São Paulo e migrou para a baixada santista. No Distrito Federal o sarau Samambaia também cresce. Indo mais além, a produção literária também invade outros locais, como o Rio de Janeiro, com o livro “Da favela para as favelas” do repper Fiell. No município de Cravinhos, o escritor André Ebner toca o projeto “Biblioteca na Calçada” e forma pequenos leitores, atendendo o público infantil e adolescente.
Por falar em arriscar, a inovação, talento e qualidade literária de Rodrigo Ciríaco não pode passar despercebida em 2011 com o lançamento do “100 mágoas”. Prefaciado por Marcelino Freire, que circula entre saraus e debate literatura marginal com sua acidez peculiar, o livro de Ciríaco conquista pelo cuidado, pelo preparo, pelo conceito que emite ruidosamente logo no título e mais, o conto de mesmo nome, interpretado por ele na Cooperifa e musicado no projeto Marginaliaria.
Do campo da música para as letras impressas, Renan Inquérito também inovou e fechou o ano com uma turnê literária para o lançamento do projeto #PoucasPalavras, que inclui um livro de bolso com poesias concretas, ilustrações do graffiteiro Mundano, fotografias de Márcio Salata e ainda um videoclipe, dirigido por Vras77, que homenageia os escritores da literatura contemporânea passando por vários locais como interior de São Paulo, Brasília e até mesmo a Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
O veterano José Sarmento também fez historia em 2011. Escritor há muito tempo, encontrou espaço nos saraus da periferia o que faltava para divulgar sua literatura e com o livro “Bixiga – um cortiço dos infernos” conquista a crítica. Escreve muito bem.
Por fim, em 2011, o anúncio do lançamento do “O Hip-Hop está morto” de Toni C., traz ao cenário ficção, reflexão e mais um capítulo escrito no grande livro que surgiu no Bronx nos anos 1970 e segue até hoje tentando ocupar espaço com seus elementos e entre eles, do que tratamos aqui: conhecimento.
No entanto, a dica de 2011 para 2012 fica para o universo feminino, que ainda precisa de expansão e crescimento neste cenário. Temos a escritora e jornalista Elizandra Souza, num belíssimo trabalho, além de outras mulheres que surgem em antologias e a poetiza Nina Silva, ao lado de Akins Kintê no livro  “InCorPoros”,  e Tiely Queen, com seu blog de poesias, mas, quem sabe a meta para 2012 sejam mais mulheres escritoras no nosso universo da literatura marginal.
E ocupando as prateleiras de livrarias como Saraiva, Nobel, Cultura e Travessa, os livros da chamada literatura marginal, periférica, divergente, do oprimido ou qualquer que seja o nome que queiram adjetivá-la, é literatura, feita por gente – igual a gente, sim – e que cresce a cada dia,  não apenas na qualidade, nas letras impressas e nos saraus que pipocam mundo afora, mas cresce ao fazer crescer seres humanos.
Digo mais. Recentemente conversei com um escritor da chamada “literatura tradicional” e ele reclamou que no Brasil as pessoas lêem pouco. Não é o que comprovo em oficinas literárias das quais participo. Em zines que surgem em todo momento. Em escritores periféricos que editam seus próprios livros e batem recordes de vendas de mão em mão. E assim, desmistificamos a lenda e mais, ocupamos espaço nas vitrines e além delas. Temos nossos exemplares em livrarias especializadas, sites especializados, lojinhas das quebradas e nas mochilas, onde é possível se praticar o “tráfico de conhecimento”.
E já em 2012, além da volta das resenhas de literatura marginal aqui no Central Hip-Hop, comemoramos a boa notícia, que chegou nesta manhã do terceiro dia útil do ano. O escritor e criador da Cooperifa, Sérgio Vaz concorre a duas categorias “Inclusão Cultural e Destaque Cultural” no Prêmio Governador do Estado, concedido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, que premia vários segmentos culturais como artes visuais, cinema, circo, dança, inclusão cultural, música, teatro e destaque cultural.
E assim seguimos, declamando e escrevendo a história das periferias brasileiras neste século XXI.

Texto publicado originalmente no site Central Hip-Hop

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Primeira turma de dramaturgia da SP Escola de Teatro

Conclui no final de 2011 o curso de dramaturgia da SP Escola de Teatro - Centro das Artes do Palco. O único curso regular desta área na América Latina. Participei da primeira turma do primeiro curso. Um privilégio. Foram 3 etapas. Uma turma com 25 pessoas completamente diferentes. Com professores mais fodas do país entre eles: Luiz Alberto de Abreu (Hoje é dia de Maria), Newton Moreno, Rogério Toscano, Luiz Fernando Ramos (crítico da Folha de SP) e Roberto Alvim, sendo este último decissivo em nossas vidas. E é evidente a nossa coordenadora Marici Salomão que proporcionou e lutou para que este curso tivesse o mais alto nível. Sou muito grato a isto e a toda a força que me deu e acreditando sempre em nós. E por último o diretor Ivam Cabral que idealizou esta escola que com apenas 2 anos tem um nome e uma força de uma escola de 50 ou até mais.
Obrigado colegas de sala, os 25 e os que entraram durante o curso.
Tenho, é claro, os amiguinhos que são Graziane e Dias e as amiguinhas Dione e Shu.
Um beijo a todos!!!!!!!!!!
Eu to saindo, mas ainda NÃO ESTOU PRONTO!!!!!!!!!!!!!
Evoé!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Este ano comecei no jd Botanico perto do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Chegando em SP correria total. Pouco ou quase nenhum dia para descanso. TRABALHO. Terminei de escrever meu primeiro livro, depois de muitas cobranças.
Lancei dois livros e mais sete coletâneas.
(A) MASSA - poesias e dramaturgias. Lancei em 10 lugares.
O BONECO DO MARCINHO - lancei no final do ano.
Fui pela primeira vez para FLIP - Feira Literária Internacional de Paraty.
V Encontro Paulista de Hip- Hop
Destaque na Feira de Livros da USP -Leste
Palestra na EMEF Morro Grande
Gravei três poesias para um EP de um rapper (prefiro não mencionar quem agora). Honrado.
Com O BONECO DO MARCINHO fiz de maneira independente o Circuito Teatral Favelar apresentando a peça em favelas e quebradas dos quatro canto da cidade.
E com ela ganhamos o Edital de Ocupação do Teatro Coletivo - temporada em MAIO.
E saimos em três programas de Televisão. Bom dia SP, Jornal Nacional e SPTV 1ºedicão ambas pela TV GLOBO.
Participamos do evento SATYRIANAS no Periferia Invisivel assim como tambem como a Intervenção Atentado Poético.
Voltei a ministrar oficinas
Como poeta minha carreira cresceu bastante. Dei entrevista para Manos e Minas, poesia no Entrelinhas da TV CULTURA e Diário de SP.
Ganhei o Edital de Bolsa- Estímulo da SPET com o projeto PANTANAL com orientação de Roberta Estrela D'Alva
Terminei o curso de dramaturgia da SP ESCOLA DE TEATRO
Fiz os dread (risos) e feliz com a minha amada, obrigado.
Que venha 2012.
                                           Minha poesia MASSA é responsável por estas conquistas.





Agradeço do fundo do coracão a todos que me convidaram para participar de suas antologias e por acreditatem que de alguma maneira eu tenha somado.
Axé.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Livro O Boneco do Marcinho saiu

Um sonho. Uma literatura para crianças da periferia. As minhas referências da infância e um pouco dos meu alunos de projeto que ministrei oficinas no Jaraguá, Perus, Pirituba e Cidade Tiradente.

Lancei no Sarau do Burro que também saiu um livro incrível com dois textos meus e de mais 30 autores.

Presença do ilustrador do livro Italo Mo.Fya


ZAP - SLAM Batalha final 2011

Dia 8 de dezembro de 2011 aconteceu a Batalha de poesia ZAP - SLAM no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Foi a Grande final. A casa estava cheia. Uma noite linda. Quem saiu de casa pra ver não se arrependeu.
E o campeão do ano foi o Fabio Boca. Grande parceiro que emocionou a platéia. Merecido!!! Este poeta/rapper é muito humilde.
Na final estava Eu, Andrio Candido (Projeto Marginaliaria), Duguetto Shabazz e FABIO BOCA.

Pela terceira vez a favela levou o ZAP/SLAM e ainda tem gente que diz que a parada é de boy, há, até cola bastante e fica num bairro nobre, mas nozi chega e leva!!!!!!!!!!!!

PRÊMIO IPad 2 e troféu.


Quando levei era o Ipad 1, tinha acabado de chegar no Brasil. Só agora que aprendi de fato a usar rsrsrs

Em 2009 o campeão foi Duguetto Shabazz, eu fiquei em terceiro
Em 2010 eu fui o campeão
E neste ano fiquei novamente em terceiro.

Ter que ter humildade tanto para ganhar quanto para perder. É jogo. Muito subjetivo. Os jurados tem dar a nota assim que o poeta acabou de se apresentar. Valendo conteúdo e performance.
Tem poeta que não gosta de competir. Diz não se pode dar nota a um poema. Ok eu respeito. Mas eu curto estes campeonatos, me ajudou muito, para batalhar preciso em preparar, pensar em cada pausa, respiração e isso pra quem está assistindo fica mágico. Na verdade é para eles que estamos fazendo, o público.

Confira as fotos.


Podia repetir as poesias que havia ganhado no ano passado, porém preferi fazer as novas e foi foda. A galera curtiu principalmente a última O NOSSO 2 PAC a platéia ria de mais. Mandei também A frô e Corvos Grafitados.
É zapeão!
                                                                         A rapá

Valeu a todos os poetas. Valeu Roberta por fazer esta parada acontecer. Apesar da competição o objetivo é comungar as palavras.

Axé

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Jardim Samara - o Filme

Este bairro da zona leste que sumiu do cep será retratado neste filme, comtemplado pelo VAI, seguido de um livreto contando em detalhes o surgimento e desenvolvimento do JD Samara.
Este projeto foi feito por uma mulher negra que nasceu e vive até hoje lá, a minha companheria.